sehnsuchht
Seria mais fácil, se ele fosse um estranho, de quem ela pudesse se desligar. Eles são muito diferentes. Gênios opostos, eu diria. Mas tem algo em comum. A liberdade. O desapego. O medo da entrega. Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Bem que podia, né? Ela sempre pensou assim: “Pra ficar do meu lado tem que ser melhor que minha própria companhia. Eu tenho que admirar.” E ele me parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ela estava ficando instigada. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Ela diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, te ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. De repente ela percebeu que o amor era o instante em que o coração fica a ponto de explodir.
Tati Bernardi. (via sehnsuchht)
safadoz
No telefone.. 04:00 AM. Horário de Brasília.
— Ei?!
— Oi!
— Como você está?
— Tô bem, Grandão. E você?
— Você tá bem eu tô bem, Tampinha.
— Para de me chamar assim ou
— Não!
— Por que, não?
— Porque você não manda em porra nenhuma.
— Grosso
— Tampinha
— Grandão!
— Você não me ofende, Tampinha. Sou maior que tu, mais velho.
— Que engraçado você. Meros dois anos.
— Dois anos que me fazem ser mais velho que você.
— Compra uma rede, seu velho.
— Compra um salto agulha quinze, Tampinha.
— Vai cagar!
— Não!
— Como você é chato.
— Você gosta
— Quem disse?
— Você.
— Hm, não lembro.
— Faz tempo, você não vive dizendo que me ama.
— Claro que não, não sou obrigada!
— Orgulhosa.
— Tá, tá, tá.
— Tampinha, me ajuda.
— Que foi?
— Calça Jeans e Blusa Vermelha ou calça Preta e Blusa Vermelha?
— Blusa Vermelha e Calça Preta.
— Sabia!
— Então por que perguntou, Animal?
— Porque eu queria ter certeza.
— Onde vai?
— Amanhã eu te conto.
— Conta agora!
— Não, vou desligar, te cuida!
— Af, tchau!
As horas foram se passando, sete da manhã ela é acordada com uma ligação.
— Pequena?!
— Fala.
— Desculpa te acordar, foi preciso, vem pro centro hoje?
— Sim! Por que?
— Vem que horas?
— Uma da tarde, por que?
— Pode vir mais cedo?
— Fala o porque, porra!
— Por favor, Pequena, tá frio. Vem me buscar no aeroporto.
— Eu sabia que você vinha, vou tomar banho e já vou!
— Vem logo, tô com saudades.
Ela desligou, tomou seu banho mais rápido que pôde e foi pro aeroporto.
— Amor! — Ele gritou
— Caralho, meu. Senti tanto sua falta, Grandão. Por que não me disse ontem? — Disse pulando em seu colo
— Era uma surpresa, Pequena. Eu também senti sua falta.
— Fica até quando?
— Até o nosso casamento, depois eu volto pra minha cidade, com você.
Em meio as lágrimas, como um soldado que volta da guerra ele tirou duas alianças do bolço e pediu sua mão em namoro..
Você será eternamente minha e eu eternamente seu. — Vilu (via safadoz)